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Ouvir o vento
Ora viva!
A pandemia de COVID 19 e o consequente confinamento, obrigaram a repensar qual o sentido da educação e da escola no séc. XXI.
Estão a ocorrer tremendas mudanças económicas, sociais ou até geopolíticas nesta segunda década do séc. XXI. Ora estas mudanças levantam também novas questões em relação à educação e à escola.
Mas o que é a educação?
O que é a escola?
Será que a educação não é mais do que uma intensa preparação dos seres humanos para saberem ouvir o vento, ou seja, para percepcionarem o mundo que os rodeia?
E por que razão é tão importante percecionarmos o mundo que nos rodeia?
Será que, na posse do que se passa à nossa volta, ganhamos a extraordinária capacidade de antecipar o que poderá vir a acontecer nos futuros próximos?
E porque é que é tão importante termos capacidade de antecipar?
Será que, antecipando, ganhamos a possibilidade de nos adaptarmos?
De nos defendermos?
Ou seja, ganhamos a capacidade de sobreviver?
Ou podemos vir a ganhar um maior bem-estar?
Perceção, antecipação,
sobrevivência ou bem-estar?
É esta a sequência lógica?
Significa que uma maior perceção é garantia de uma mais certa sobrevivência ou de um maior bem-estar na vida?
De uma maior felicidade?
Como ampliar, então,
a nossa perceção do mundo que nos rodeia?
Será que é através da aquisição do imenso Património de Conhecimentos adquiridos pela Humanidade ao longo da História?
Ou será antes pelo desenvolvimento pleno de todas várias capacidades humanas?
Será que um ser humano com mais conhecimentos e mais capacidades desenvolvidas, consegue melhor antecipar o futuro, preparando-se para alcançar mais facilmente a sobrevivência, o bem-estar ou a felicidade?
Qual o papel da escola
para que cada pessoa possa ampliar a sua capacidade de "ouvir o vento"?
Não teremos nós de rever todas as pistas possíveis, vindas da pedagogia, da psicologia ou das neurociências?
Que projeto pedagógico poderá surgir baseando-se na articulação de todas estas novas pistas vindas da pedagogia, da psicologia ou das neurociências?
E que ensinamentos se poderão tirar de 30 anos de experiência de ensino de um qualquer professor?
Apesar dos períodos de pessimismo
que a Humanidade possa atravessar...
haverá ainda alguma esperança de que, na posse de mais conhecimento e melhores capacidades, seja possível caminharmos em direção à luz do progresso?
Será importante saber ouvir o vento...
dispondo sempre, obviamente, de uma bússola moral que nos indique o caminho mais adequado?
